1,47 h da manhã, Marinalva voa no seu Irinho, tem horário marcado com Tolinha:
- Ai que saudades da minha Mimosa, preciso entrar em casa à 1,00 h da manhã! Tolinha precisa fazer xixi.
De repente, os planos de Nalvinha caem por terra. Não tem como passar por baixo do viaduto, está cheio de barreiras , policiais e azuizinhos!
- Não acredito! Para mim? Uma pessoa acima de qualquer suspeita? O que eles querem barrando a minha passagem?
- Boa noite minha senhora, isto é a Balada Segura…
Marinalva não conseguiu mais lembrar o que ele falou…em todo caso perguntou:
- O sr. quer ver os meus documentos?
- Sim senhora, desça do carro por favor!
- Mas, que idiotas! Não acredito! O que eles querem? Bom, por mim tudo bem! Cristalina vai dar boas risadas quando eu contar estas idiotices para ela!
- E para que esse circo? Quantos eles eram? Dez, quinze? E tinha até uma mesa de escritório improvisada!
Marinalva alcança os documentos, ele confere em uma espécie de celular se ela não era por acaso alguma criminosa, se não tinha roubado, nem assaltado, se tinha pago o IPTU e se não tinha multas!
- Óbvio, perdeu tempo não é mesmo? E aí? O que faço com minha carteirinha preta de documentos? Não posso perder! Há vou deixar aqui perto da direção.
Minha senhora este instrumento está esterilizado e a senhora deve soprar aqui!
Marinalva , nos nervos, não entendeu nada!
- Minha senhora, a senhora quer que eu sopre?
- Sim minha senhora!
- Nalvinha! Nunca vi tão burrinha!
- Cala essa boca sua idiota! Isto não é hora para brincadeiras!
Marinalva sopra que é uma maravilha! A azulzinha se admira! Está ótimo minha senhora!
Marinalva, feliz com o elogio, lembra-se do médico que lhe deu um aparelhinho para soprar quando estava bem fraquinha.
- Aleluia dr. Paulo! Deus o tenha! Estou que é um aço de boa!
- Não exagera Nalvinha, aço de bom é o americano Phelps nadando!
- Mas ele é um gigante, jovem, feio e medalhista.
- Minha senhora veja se eu tenho cara!
- É isso mesmo, a senhora tem cara de mãe!
- Nalva nunca pensou que simpatizaria tanto com uma azulzinha. Todos os seus propósitos de jamais falar com policiais, ou muito menos simpatizar com azuizinhos caíram por terra!
E de repente!
- Cadê minha carteirinha preta?
- Por favor, vou acompanhar a senhora até o carro.
- Mas moço! não encontro minha carteira de documentos, não posso ir para casa sem ela!
Nalvinha vai e volta muitas vezes, esvazia a bolsa dentro do carro. Fica mortificada quando percebe tudo o que salta de dentro daquela bolsa!
Até que o azulzinho fala:
- Está ali, minha senhora, ao lado da direção!
- Ai é mesmo!
- Xiii, Nalvinha que rateada!
Tu vais ver, o que é bom fazer bafômetro à 1,00 h da manhã! Vais ver o que é bom!
E o policial olha para Nalva desconfiado, como quem não acredita que ela vai conseguir dar uma ré!
- Panacá - pensa nossa Nalvinha - Bom não sei se vou dormir hoje…
- Não precisa Nalvinha, conseguiste chegar em casa! Mais um dia!
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
O Adãozinho
Sempre que Marinalva encontra alguém que se chame Adão, pensa:
- Eu jamais aceitaria um namorado com o nome Adão!
Gêmea:
- Nada a ver, nome é nome, a gente não tem como escolher.
M- Nada disso, pra mim o nome tem a ver com o jeito do dono. E o nome Adão soa a coitadinho! Quem quer namorar um coitado pobre de espírito?
G- Pra mim é puro preconceito!
M- Imagina só um mecânico, com aquele jeitão do Jorjão da TV! E que ainda por cima se chame Brubacher!!!
G- Só imagino!
M- Brubacher em mecânico fica lindo!
G- Porque será? O que as mulheres vêem nesses tipos?
M- Te lembras do sucesso do bombeiro daquela novela? Como era mesmo o nome?
G- Não lembro… só lembro que ele apagava fogaréus!!!
M- Ha ! Ha! Ha! Pois agora lembrei, acabou com o casamento da Luma de Oliveira, era capitão bombeiro, 27 anos, 1,80m, 80 kg, olhos azuis, corpão sarado e bronzeado! Que tal amiga?
G- Mas olha só, Brubacher não era o personagem do Robert Redford?
M- Claro, mas era Brubaker com k, e o ano era 1980!
G- Naquela época o Redford era lindo…
M- Em compensação hoje…
G- Não importa , o personagem é eterno!
M- Melhor ainda quando é associado a mecânico ou bombeiro! Leva as mulheres nas alturas!
G- Pura imaginação!
M- Só que... Adãozinho era o nome do marido da prima! Nunca entendi porque ela casou com ele… E o Adãozinho perguntava para o meu pai:
- E a chácara?
Ele respondia:
- Ta lá.
M- Ponto final! Terminou a conversa! Vê se pode! Adãozinho? Nem morta!
- Eu jamais aceitaria um namorado com o nome Adão!
Gêmea:
- Nada a ver, nome é nome, a gente não tem como escolher.
M- Nada disso, pra mim o nome tem a ver com o jeito do dono. E o nome Adão soa a coitadinho! Quem quer namorar um coitado pobre de espírito?
G- Pra mim é puro preconceito!
M- Imagina só um mecânico, com aquele jeitão do Jorjão da TV! E que ainda por cima se chame Brubacher!!!
G- Só imagino!
M- Brubacher em mecânico fica lindo!
G- Porque será? O que as mulheres vêem nesses tipos?
M- Te lembras do sucesso do bombeiro daquela novela? Como era mesmo o nome?
G- Não lembro… só lembro que ele apagava fogaréus!!!
M- Ha ! Ha! Ha! Pois agora lembrei, acabou com o casamento da Luma de Oliveira, era capitão bombeiro, 27 anos, 1,80m, 80 kg, olhos azuis, corpão sarado e bronzeado! Que tal amiga?
G- Mas olha só, Brubacher não era o personagem do Robert Redford?
M- Claro, mas era Brubaker com k, e o ano era 1980!
G- Naquela época o Redford era lindo…
M- Em compensação hoje…
G- Não importa , o personagem é eterno!
M- Melhor ainda quando é associado a mecânico ou bombeiro! Leva as mulheres nas alturas!
G- Pura imaginação!
M- Só que... Adãozinho era o nome do marido da prima! Nunca entendi porque ela casou com ele… E o Adãozinho perguntava para o meu pai:
- E a chácara?
Ele respondia:
- Ta lá.
M- Ponto final! Terminou a conversa! Vê se pode! Adãozinho? Nem morta!
quarta-feira, 25 de maio de 2016
As Vacas Zen
Hoje Marinalva está animada: Na verdade, ela sempre gostou de observar as pessoas e os bichos, encara todo mundo! Tanto que Cristalina invariavelmente pede:
- Mãe pára de encarar as pessoas ! Por favor!
Isso acontece com os animais, ainda mais que Nalva passa diariamente por uma estrada povoada de vaquinhas!
Casualmente hoje, ela está feliz conversando com as irmãs:
- Maninha já observaste o comportamento das vacas?
- O que qui é isso maninha? Achas que eu lá tenho tempo pra essas coisas?
- Claro, deves ser uma alienada que não tem tempo para nada! Mas que para ficar bobeando no whatshapp ou no face, para isso sim tem tempo não é?
- Credo, que grossa!
- Não liga, o que eu quero dizer é que talvez as vacas já estejam vivendo em uma outra dimensão! Até as vacas nos superaram…
- Isso é maneira de falar?
- Vou te explicar: ontem vi um grupo de vacas zebu, de horobinha, corcovinha, sentadas uma ao lado da outra. Olha só o detalhe do corpo! Há o corpo! Parece que tinham ombrinhos que nem nós, e as orelhas eram cabelos pagem! Sentadinhas em roda, uma ao lado da outra, sem falar, desfrutavam da mesma paz de espírito. Em grupo, a fala tornava-se desnecessária. Já ouviste falar de um grupo de humanos capaz disso?
- Nunca, no Deserto de Gobi, quem sabe?
- Acho que elas podem estar vivendo em um mundo paralelo, e nós bárbaros, as assassinamos! As matamos para comer! Viste selvageria maior?
- Não…
- Outro dia vi como elas se comunicam entre si. De repente, em determinada hora, sem falar qualquer língua de sinais, elas se afastam em grupo, caminham na mesma direção e vão comer!
- Há já sei é o tal reflexo condicionado do Pavlov.
- Que nada acho que elas podem estar vivendo num mundo simultâneo. Nunca esqueci o choro da Ofélia, a vaca da minha infância que tinha perdido o terneirinho! Ela batia com a cabeça na cerca e berrava de tristeza. Ainda ouço aquele choro…
- Não tens mesmo mais nada o que fazer para vires me contar essas histórias absurdas de vacas!
- Pois eu acredito! Quero virar a vaca do livro Zé Colado, que ao ser colado para virar um homem, foi colado com cabeça de vaca! Viu só?
- Entendi então Maninha, mentaliza o encontro das vacas em paz, pode ser que vires uma delas!
-Duvidas?
- Mãe pára de encarar as pessoas ! Por favor!
Isso acontece com os animais, ainda mais que Nalva passa diariamente por uma estrada povoada de vaquinhas!
Casualmente hoje, ela está feliz conversando com as irmãs:
- Maninha já observaste o comportamento das vacas?
- O que qui é isso maninha? Achas que eu lá tenho tempo pra essas coisas?
- Claro, deves ser uma alienada que não tem tempo para nada! Mas que para ficar bobeando no whatshapp ou no face, para isso sim tem tempo não é?
- Credo, que grossa!
- Não liga, o que eu quero dizer é que talvez as vacas já estejam vivendo em uma outra dimensão! Até as vacas nos superaram…
- Isso é maneira de falar?
- Vou te explicar: ontem vi um grupo de vacas zebu, de horobinha, corcovinha, sentadas uma ao lado da outra. Olha só o detalhe do corpo! Há o corpo! Parece que tinham ombrinhos que nem nós, e as orelhas eram cabelos pagem! Sentadinhas em roda, uma ao lado da outra, sem falar, desfrutavam da mesma paz de espírito. Em grupo, a fala tornava-se desnecessária. Já ouviste falar de um grupo de humanos capaz disso?
- Nunca, no Deserto de Gobi, quem sabe?
- Acho que elas podem estar vivendo em um mundo paralelo, e nós bárbaros, as assassinamos! As matamos para comer! Viste selvageria maior?
- Não…
- Outro dia vi como elas se comunicam entre si. De repente, em determinada hora, sem falar qualquer língua de sinais, elas se afastam em grupo, caminham na mesma direção e vão comer!
- Há já sei é o tal reflexo condicionado do Pavlov.
- Que nada acho que elas podem estar vivendo num mundo simultâneo. Nunca esqueci o choro da Ofélia, a vaca da minha infância que tinha perdido o terneirinho! Ela batia com a cabeça na cerca e berrava de tristeza. Ainda ouço aquele choro…
- Não tens mesmo mais nada o que fazer para vires me contar essas histórias absurdas de vacas!
- Pois eu acredito! Quero virar a vaca do livro Zé Colado, que ao ser colado para virar um homem, foi colado com cabeça de vaca! Viu só?
- Entendi então Maninha, mentaliza o encontro das vacas em paz, pode ser que vires uma delas!
-Duvidas?
terça-feira, 24 de maio de 2016
Boca suja?
Marinalva mora sozinha. Para se consolar fala para si mesma que todo ser humano mais cedo ou mais tarde, principalmente, mais tarde, terá de enfrentar a solidão.
Na falta de interlocutores mais habilitados puxa conversa com Tolinha. Como adorável cachorrinha que é, Tolinha escuta sua dona embevecida sem discordar jamais!
A conversa fica animada quando Marinalva está na direção do carro, enfrentando aquele transito selvagem! É verdade, não aceita provocação e não briga alto com os outros motoristas. Mas diz para si mesma em animada conversa;
- Panaca! Que cortada heim? Idiota! Mas tua mãe não te educou não é mesmo? Que o raio te parta!
Não sei o porquê mas Nalva adora imaginar que um dia o raio vai partir aqueles pestinhas mal educados - na opinião dela, é claro!
Eis que de repente ouve-se a voz da Gêmea:
- Mas o que é isso Nalva? Percebeste que a mal educada és tu? Onde se viu dizer isso tudo para os outros? Que barbaridade!
- Pois Maninha, eu quero mesmo é que eles vão para os quintos dos infernos!
Os desforos não páram aí. Nalva tem horror a palavrões bagaceiros. Adora mesmo é mandar os outros à:
- La grand puta ou à la puta que te parió!
E deu ! Não precisa acrescentar mais nada!
Gêmea:
- E porque irmã minha não falas de flores? Isso não é coisa dos paz e amor dos anos 60? Eu gosto de flores, mas nessa hora nunca penso nelas…
- Porque não pensas nos motivos pelo quais não compras orquídeas?
- Mas que qué isso ermã! Nada a vê né?
- Como não? Sais da agressão e podes até falar de pão não é mesmo?
- Só se for para rimar! Sei não, sempre achei que la grand puta em espanhol era tão sonoro que perdia o lado negativo que significa em português !
- Por isso, na hora do sufoco o melhor é mandar o outro à la puta que te parió!!!
- De onde tiraste isso maninha?
- Se é que existe : Do fundo da minha caixinha de memórias!
sábado, 20 de fevereiro de 2016
O Homem
De repente ele estava ali, quase ao lado dela. Esperava pela florista? Marinalva não acreditou!
Marinalva - Vejam! É ele, aquele cara, Lindo, de cabelos grisalhos e ondulados. Meu Deus, de onde saiu criatura tão charmosa?
Marinalva já tinha visto o Homem, mas não tinha percebido o efeito devastador que ele exercia sobre ela!
A Gêmea - Pois é Marinalva, notaste, que velhinho barrigudo e feio, nenhum faz a tua cabeça?
- Não poderia ser diferente não é mesmo maninha? Não faltava mais nada, eu me encantar com um barrigão!
Voltando ao Lindo, quando Marinalva percebeu, ele estava ali esperando… Ela não entendeu e afiou os ouvidos. O bonitão falou com a florista e se afastou.
Marinalva comprou suas quatro rosas habituais, três brancas e uma vermelha, quando a florista lançou-lhe um olhar de cumplicidade:
-E essa agora, as pessoas perdem as coisas e querem que eu dê conta! Ele perdeu os óculos!
- Mas moça, fosse eu dava um jeito de correr atrás dos óculos do lindo! A senhorita deveria dar graças a Deus se pudesses fazer um favor para uma criatura tão especial!
A florista não parece ter ficado impressionada com os pensamentos de Nalva:
- Quer cortar as rosas?
- Não!
- Quer um pacote simples?
- Sim, pois é senhorita, e olhe só que aquela senhora que estava na minha frente simplesmente soltou a carteira de dinheiro aqui!
O Lindo prestou atenção na conversa - do outro lado do balcão coberto de folhagens - perguntava para Nalva se ela tinha encontrado os óculos! Conternada, chateadíssima por não ter encontrado, sem saber o que fazer, ela dizia não e repetia a história da freguesa que tinha abandonado a carteira.
- Amigas, ele sumiu no meio das gôndolas, que tristeza… Se eu pudesse, revirava este supermercado atrás dos óculos do Lindo!
- Credo Marinalva! Onde se viu tanto entusiasmo? Te lembras que viste esse rapaz de braço com a mãe ali por perto do supermercado? E sempre sozinho! Pois sei bem que não perdes uma conferida quando ele passa, alto, magro, lindo de morrer com os cabelos grisalhos e esvoaçantes!
- É sim…
- Pensaste que ele é diferente dos outros não é mesmo?
- É sim..
- Pensaste que ele pode ser gay? Confessa Nalvinha, não acertas o alvo e quantas vezes achaste muito gay lindo de morrer?
Marinalva foi murchando:
- É mesmo! Será que ele é?
- Pois é Nalvinha, se ele for nada de mais, te toca amiga! Fica atenta!
- Como maninhas? Me digam como!
- O que sabemos é que não te miras e só ficas impressionada com esses caras com 20 anos menos! Nós sabemos que não estás tão liberada, isso de namorar um guri, jamais vais admitir. No fundo te divertes vivendo um amor platônico de adolescente , não é mesmo?
- Pode ser, mas que ele é lindo! Há, é lindo de morrer!
O Lindo prestou atenção na conversa - do outro lado do balcão coberto de folhagens - perguntava para Nalva se ela tinha encontrado os óculos! Conternada, chateadíssima por não ter encontrado, sem saber o que fazer, ela dizia não e repetia a história da freguesa que tinha abandonado a carteira.
- Amigas, ele sumiu no meio das gôndolas, que tristeza… Se eu pudesse, revirava este supermercado atrás dos óculos do Lindo!
- Credo Marinalva! Onde se viu tanto entusiasmo? Te lembras que viste esse rapaz de braço com a mãe ali por perto do supermercado? E sempre sozinho! Pois sei bem que não perdes uma conferida quando ele passa, alto, magro, lindo de morrer com os cabelos grisalhos e esvoaçantes!
- É sim…
- Pensaste que ele é diferente dos outros não é mesmo?
- É sim..
- Pensaste que ele pode ser gay? Confessa Nalvinha, não acertas o alvo e quantas vezes achaste muito gay lindo de morrer?
Marinalva foi murchando:
- É mesmo! Será que ele é?
- Pois é Nalvinha, se ele for nada de mais, te toca amiga! Fica atenta!
- Como maninhas? Me digam como!
- O que sabemos é que não te miras e só ficas impressionada com esses caras com 20 anos menos! Nós sabemos que não estás tão liberada, isso de namorar um guri, jamais vais admitir. No fundo te divertes vivendo um amor platônico de adolescente , não é mesmo?
- Pode ser, mas que ele é lindo! Há, é lindo de morrer!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
A Aula de Natação
Marinalva chegou na piscina pela primeira vez. Não era exatamente, mas para Nalva, de fato, era a grande primeira vez, o enorme desafio. Vocês acreditam? Naquela hora, as coisas começaram a se complicar para nossa heroína!
E tudo teve início no trajeto entre a casa e a piscina, ela sabia, a rua chamava-se Dona Antonieta. E dá-lhe! Nalva procura a tal rua, sabe que está próxima, passa por ali todo dia. Mas naquela hora não a encontra, dobra à direita, desce e se afasta cada vez mais:
- Tá na hora Marinalva! Vais te atrasar!
- Ai meu Deus! Fiz o caminho mais longo, cadê a rua? Há! Então, voltarei pela seguinte, a que sobe! Na próxima vou acertar!
Depois de muito esforço, chega, meio estressada! O professor é um anjo! Mas nem ele aguenta as trapalhas de Nalvinha sem rir!
- Marinalva, presta atenção! Quando ficas boiando e respirando embaixo d'água a bunda não precisa sair da água, e os pés ficam boiando, não caem para o fundo!
- Tá bem professor! Vou tentar!
- Marinalva, quando dobrares o rosto para a direita, não é necessário abrir tanto a boca! Só o necessário para respirar!
- Amigas, mal sabe ele! Nessa hora, o pânico tomou conta, eu não conseguia respirar! Credo! Cruzes! Era água para todo lado! E me faltava o ar!
- Nalva! Relaxa, até tuas mãozinhas estão crispadas!
- Há devo estar dobradinha e tensa ! Com as mãos da Bruxa Nilda!
- Quem é a Bruxa Nilda?
- Não sei, não lembro!
- Marinalva, agora vais atravessar a piscina nadando e dobrando o rosto para o lado esquerdo!
- Vou tentar! Deus! Porque a cabeça não vai? Já sei, é bem melhor ficar embaixo d'água sem respirar, só soltando o ar! E agora? O que faço agora? Preciso respirar, mas para este lado esquerdo? Impossível! O ar, se entra, é bem pouquinho e o braço vai para outro lado! Socorro! Quero pedir socorro!
- Nada disso! Respira Marinalva! Vou tapar tua boca se deres esse vexame pedindo socorro!
- Bom lá vou eu de novo! O problema é quando chego no outro lado da piscina, não dá pé! Meus pezinhos não me obedecem passam por baixo das argolas e fico ali que nem uma afogada!
- Bem Marinalva, hoje é teu primeiro dia, não te preocupes.
No dia seguinte, Marinalva se perde de novo, não encontra a Rua D. Antonieta. Finalmente, no terceiro ou no quarto dia? Surge a luz no fim do túnel!
- Entendeste Marinalva, o porquê? É que já estavas na Rua D. Antonieta, quando entraste à direita saiste dela! Comprendeste? E para encontrá-la de novo só voltando! Minha pequena Anta!
As dezessete que vivem dentro dela se dobraram de tanto rir!
As dezessete que vivem dentro dela se dobraram de tanto rir!
- Há sim, entendi!
- Não disfarça Nalva, nós vimos tudo!
- Não sabem não! Do jeito que estou nadando! Logo, logo! Vou passar de Lambari a Tubarão! Me aguardem suas metidas!
- Sonha Nalva, sonha! Na vida é preciso sonhar!
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