Marinalva chegou na piscina pela primeira vez. Não era exatamente, mas para Nalva, de fato, era a grande primeira vez, o enorme desafio. Vocês acreditam? Naquela hora, as coisas começaram a se complicar para nossa heroína!
E tudo teve início no trajeto entre a casa e a piscina, ela sabia, a rua chamava-se Dona Antonieta. E dá-lhe! Nalva procura a tal rua, sabe que está próxima, passa por ali todo dia. Mas naquela hora não a encontra, dobra à direita, desce e se afasta cada vez mais:
- Tá na hora Marinalva! Vais te atrasar!
- Ai meu Deus! Fiz o caminho mais longo, cadê a rua? Há! Então, voltarei pela seguinte, a que sobe! Na próxima vou acertar!
Depois de muito esforço, chega, meio estressada! O professor é um anjo! Mas nem ele aguenta as trapalhas de Nalvinha sem rir!
- Marinalva, presta atenção! Quando ficas boiando e respirando embaixo d'água a bunda não precisa sair da água, e os pés ficam boiando, não caem para o fundo!
- Tá bem professor! Vou tentar!
- Marinalva, quando dobrares o rosto para a direita, não é necessário abrir tanto a boca! Só o necessário para respirar!
- Amigas, mal sabe ele! Nessa hora, o pânico tomou conta, eu não conseguia respirar! Credo! Cruzes! Era água para todo lado! E me faltava o ar!
- Nalva! Relaxa, até tuas mãozinhas estão crispadas!
- Há devo estar dobradinha e tensa ! Com as mãos da Bruxa Nilda!
- Quem é a Bruxa Nilda?
- Não sei, não lembro!
- Marinalva, agora vais atravessar a piscina nadando e dobrando o rosto para o lado esquerdo!
- Vou tentar! Deus! Porque a cabeça não vai? Já sei, é bem melhor ficar embaixo d'água sem respirar, só soltando o ar! E agora? O que faço agora? Preciso respirar, mas para este lado esquerdo? Impossível! O ar, se entra, é bem pouquinho e o braço vai para outro lado! Socorro! Quero pedir socorro!
- Nada disso! Respira Marinalva! Vou tapar tua boca se deres esse vexame pedindo socorro!
- Bom lá vou eu de novo! O problema é quando chego no outro lado da piscina, não dá pé! Meus pezinhos não me obedecem passam por baixo das argolas e fico ali que nem uma afogada!
- Bem Marinalva, hoje é teu primeiro dia, não te preocupes.
No dia seguinte, Marinalva se perde de novo, não encontra a Rua D. Antonieta. Finalmente, no terceiro ou no quarto dia? Surge a luz no fim do túnel!
- Entendeste Marinalva, o porquê? É que já estavas na Rua D. Antonieta, quando entraste à direita saiste dela! Comprendeste? E para encontrá-la de novo só voltando! Minha pequena Anta!
As dezessete que vivem dentro dela se dobraram de tanto rir!
As dezessete que vivem dentro dela se dobraram de tanto rir!
- Há sim, entendi!
- Não disfarça Nalva, nós vimos tudo!
- Não sabem não! Do jeito que estou nadando! Logo, logo! Vou passar de Lambari a Tubarão! Me aguardem suas metidas!
- Sonha Nalva, sonha! Na vida é preciso sonhar!
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