domingo, 12 de outubro de 2014

A lágrima

Domingo, seis da tarde, hora do Angelus, céu cinza, pressago... Marinalva caminha na rua com Loli. Sente uma tristeza profunda, a alma rasgada...
- Nunca suportei esse aperto aos domingos, essa solidão de vesperal...
- Minha alma virou uma lágrima...
Conta os minutos dos poderes da lágrima... 
Volta para casa, esquece tudo, não sabe como, desliga.
Dia seguinte, acorda , olha o céu. Cadê a Constelação de Orion? 
Pensa:
- Com estes dias nublados preciso levantar mais cedo! E lembra, para secar uma lágrima nada como ver o sol nascer e o dia amanhecer !

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