segunda-feira, 9 de março de 2015

Redrum versus Murder



Ontem li a matéria do Veríssimo sobre os bárbaros no cinema, Maninhas. Óbvio, não foi na tela,  deu pra ver que tudo aconteceu na plateia. Mas como?  Eu também sofro horrores no cinema! Deus! Eu Marinalva sou alma Gêmea da personagem do Veríssimo? Que emoção!
É verdade, aqueles bárbaros, olhando os celulares no escuro do cinema ainda não conseguiram entrar no meu apartamento ( Leia a coluna do Veríssimo de 22-2-2015 em Zero Hora).
Mas olha só! Tenho sido muito perseguida! O pior é no cinema do shopping, todo mundo junto. Quero distância dos outros! Odeio invasão na minha bolha da privacidade!
O médico atende o celular, do meu lado, no meio do filme! Cavo coragem para lhe dizer que está incomodando a todo mundo! Maninhas, acreditem, levo o maior pito!
Escolho a fila C para ninguém me incomodar.
Irmãzinhas, à minha esquerda senta uma senhora que dedilha o celular, antes do filme. Óbvio, na parte mais emocionante, ela o saca de dentro da bolsa e ilumina a sala! Em mudo protesto, levanto e troco de lugar. Outra criatura, sentada adiante, me olha.
Nada demais, tudo continua. Perco o fio da meada do filme, que tristeza! De repente, esta última, tira o seu celular da bolsa e distribui a luz para todos! Até parece brinde da CEEE! Não acredito!
Maninhas, que ódio! Ainda bem que não posso sacar um 38, simplesmente porque não tenho um 38! Se tivesse, antes de mais nada, escreveria com sangue: Redrum ou Murder! Se vocês viram  “O Iluminado” vão lembrar!
Agora vou sentar na primeira fila, só a tela na minha frente. Será que vou ter que   comprar um 38?
E as 17 Marinalvas respondem em coro:
- Não precisa, pede emprestado para o Gui!*
Gui é Chefe de Polícia, amigo de Marinalva  e a sua grande contradição! Ha!ha! ha!



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