Ontem li a matéria do Veríssimo sobre os bárbaros no cinema,
Maninhas. Óbvio, não foi na tela, deu
pra ver que tudo aconteceu na plateia. Mas como? Eu também sofro horrores no cinema! Deus! Eu
Marinalva sou alma Gêmea da personagem do Veríssimo? Que emoção!
É verdade, aqueles bárbaros, olhando os celulares no escuro
do cinema ainda não conseguiram entrar no meu apartamento ( Leia a coluna do
Veríssimo de 22-2-2015 em Zero Hora).
Mas olha só! Tenho sido muito perseguida! O pior é no cinema
do shopping, todo mundo junto. Quero distância dos outros! Odeio invasão na
minha bolha da privacidade!
O médico atende o celular, do meu lado, no meio do filme! Cavo
coragem para lhe dizer que está incomodando a todo mundo! Maninhas, acreditem,
levo o maior pito!
Escolho a fila C para ninguém me incomodar.
Irmãzinhas, à minha esquerda senta uma senhora que dedilha o
celular, antes do filme. Óbvio, na parte mais emocionante, ela o saca de dentro
da bolsa e ilumina a sala! Em mudo protesto, levanto e troco de lugar. Outra criatura,
sentada adiante, me olha.
Nada demais, tudo continua. Perco o fio da meada do filme,
que tristeza! De repente, esta última, tira o seu celular da bolsa e distribui
a luz para todos! Até parece brinde da CEEE! Não acredito!
Maninhas, que ódio! Ainda bem que não posso sacar um 38,
simplesmente porque não tenho um 38! Se tivesse, antes de mais nada, escreveria
com sangue: Redrum ou Murder! Se
vocês viram “O Iluminado” vão lembrar!
Agora vou sentar na primeira fila, só a tela na minha frente.
Será que vou ter que comprar um 38?
E as 17 Marinalvas respondem em coro:
- Não precisa, pede emprestado para o Gui!*
Gui é Chefe de Polícia, amigo de Marinalva e a sua grande contradição! Ha!ha! ha!
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